Em Pernambuco, o dia do trabalhador é comemorado, claro, com muita cultura popular. A tradicional festa da lavadeira reuniu este ano mais de 100 mil pessoas a beira-mar pernambucana com muitos maracatus, afoxés, cocos, ciranda, bacamarteiros, bois, caboclinhos, pastoris profanos, escolas de samba, ursos e banda de pífanos.
O evento profano-religioso que acontece há 24 anos no dia 1º de maio (Dia do Trabalhador) na Praia do
A festa, que começou às 10h, foi uma oportunidade única para conferir de perto as tradições populares, pois se trata do maior evento do gênero do País. A comemoração já conquistou prêmios pelo Ministério da Cultura (MinC), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e faz parte do calendário turístico cultural do estado de Pernambuco. Instrumentos eletrônicos, lá não têm vez.
História- A festa da lavadeira surgiu espontaneamente, em 1897, quando o artista plástico e idealizador da festa, Eduardo Melo, instalou a escultura de uma lavadeira no local. A imagem chamou a atenção da comunidade nativa, que a identifica como uma ancestral filha de Iemanjá. A partir de então, Melo passou a trazer grupos que resgatassem a identidade cultural, garantindo o caráter profano da festa. O perfil religioso da festa é assegurado com a presença de mães de santo, oferendas e muitas manifestações de fé na capela da Lavadeira.
