Em Pernambuco, o dia do trabalhador é comemorado, claro, com muita cultura popular. A tradicional festa da lavadeira reuniu este ano mais de 100 mil pessoas a beira-mar pernambucana com muitos maracatus, afoxés, cocos, ciranda, bacamarteiros, bois, caboclinhos, pastoris profanos, escolas de samba, ursos e banda de pífanos.

O evento profano-religioso que acontece há 24 anos no dia 1º de maio (Dia do Trabalhador) na Praia do

Foto de Wilson Campos
Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, contou com shows de Lia de Itamaracá, Selma do Coco, Isaar, Mestre Galo Preto e outras 448 atrações culturais de Pernambuco e estados da Região Nordeste.

A festa, que começou às 10h, foi uma oportunidade única para conferir de perto as tradições populares, pois se trata do maior evento do gênero do País. A comemoração já conquistou prêmios pelo Ministério da Cultura (MinC), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e faz parte do calendário turístico cultural do estado de Pernambuco. Instrumentos eletrônicos, lá não têm vez.

História- A festa da lavadeira surgiu espontaneamente, em 1897, quando o artista plástico e idealizador da festa, Eduardo Melo, instalou a escultura de uma lavadeira no local. A imagem chamou a atenção da comunidade nativa, que a identifica como uma ancestral filha de Iemanjá. A partir de então, Melo passou a trazer grupos que resgatassem a identidade cultural, garantindo o caráter profano da festa. O perfil religioso da festa é assegurado com a presença de mães de santo, oferendas e muitas manifestações de fé na capela da Lavadeira.