Enxergar a vida com leveza, curiosidade, sem pré-conceitos. Viver e não ter noção do que significa a palavra futuro. Ficar cansado de brincar, rir e chorar com as coisas mais ‘tolas’ que nos fazem descobrir as complexidades do mundo com muito, mas muito entusiasmo. Dormir bastante e acordar querendo fazer tudo novamente. E quando menos perceber, chegar à fase adulta e esquecer tudo isso, certo? Talvez não!

O fato de seguir padrões e normas sociais não significa que tenhamos que se perder nesse tão confuso universo adulto. É preciso ter consciência de quem somos preservando sempre o melhor que a infância nos proporcionou, caso contrário nossa vida se torna uma verdadeira chatice.

A falta de sintonia com nós mesmos provocados por estresses no trânsito, no trabalho, ou simplesmente porque algumas pessoas não vão com sua cara, nos faz negligenciar aquilo que temos de mais puro. Então nos tornarmos adultos chatos, ranzinzas e esquecemos a linda criança que fomos. E se a infância por algum motivo não foi tão feliz assim, isso também não é desculpa para ser infeliz, afinal, porque não se deixar contagiar com os gestos, sorrisos e brincadeiras do filho, sobrinho,netinho, priminho, afilhado ou até de uma criança que você vê passeando na rua com os pais?
Que assim como os pequenos, nós possamos preservar a disposição, sensorialidade e confiança no próximo, seja na hora de fazer um exercício físico, trabalhar, estudar e conviver com as pessoas. Tornar isso possível é o grande desafio mas, se nos permitirmos um pouco, veremos que pode ser muito mais fácil de quando fazíamos isso de forma mais ‘automática’ durante a infância. Época em que tínhamos a doce ilusão que bastava ser adulto para todos os problemas serem resolvidos e quando viramos um, percebemos que a grande graça da vida é justamente o contrário.

Reflexão em: Lucas 18,15-17