Assim como nas relações sociais, no mundo virtual também é preciso atenção e cautela na hora de confiar em quem fornece uma informação. Para o mestre em engenharia da computação e presidente do Comitê para Democratização da Informática (CDI) – Regional Campinas, André Bordignon, para que a proteção à propriedade intelectual na web aconteça, “é preciso uma democracia direta e não representativa, como acontece hoje em dia”, acredita.
Segundo dados do Ibope NetRatings, no Brasil a internet conta com quase 80 milhões de usuários e está em 5° lugar no ranking dos países mais conectados do mundo. Em virtude desta evolução, a facilidade de violação de direitos autorais relacionados a conteúdos musicais, literários, fotográficos, artísticos, acadêmicos e vários outros, tem gerado dificuldade de fiscalização por parte de seus autores.

Sobre esta questão, André acredita que, em modelos de negócio de qualquer área, é preciso que as indústrias se reinventem, principalmente a de entretenimento. “A indústria de entretenimento com certeza é a que mais deve se adequar a internet. Você deixaria de pagar um real com apenas um click para baixar a música de um artista que você gosta? Dificilmente. É neste sentido que essa e outras indústrias devem pensar na internet. É preciso reavaliar seus modelos de negócio para assim ninguém se sentir prejudicado no que se refere a pirataria, por exemplo”, explica André.
A internet e sua velocidade ainda são um mistério a ser desvendado e, por ter intrínseco em seu funcionamento o elevadíssimo volume de dados nunca antes presenciado pela comunicação, sua regulação ainda é problemática “Mas, é possível mover uma regulamentação para internet. Somos uma sociedade com uma ciência de critica. Não queremos uma internet desregulamentada, mas isso tem que acontecer sem censura para que os direitos de todos sejam garantidos”, finaliza Bordignon.