De acordo com dados divulgados recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a região de Campinas é mais poluída que a grande São Paulo, sendo a terceira região mais poluída do País, ocupando a 267ª posição no ranking mundial, com uma emissão de 39 microgramas de poluentes por metro cúbico de ar, ou seja, quase o dobro do máximo recomendado pela OMS, que é de 20 microgramas por metro cúbico.

Um estudo da qualidade do ar na Região Metropolitana de Campinas, feito por uma pesquisadora da Unicamp, também revelou que cerca de 80% da poluição atmosférica é resultante das emissões veiculares.

São dados preocupantes, mas que revelam a realidade em que vivemos atualmente. Além da emissão de poluentes que as indústrias despejam em nossa atmosfera diariamente, a frota de carros que circula nas ruas todos os dias é assustadora.

Grande parte da culpa é de nós mesmo, cidadãos que habitam a RMC e que, pela comodidade que fazemos questão de ostentar, contribuímos para que se agrave a situação da qualidade do ar.

A maioria dos motoristas da região é solitário, ou seja, apenas uma pessoa se locomove em um veículo que comporta, em média, quatro pessoas. E isso, multiplicado pelos milhões de moradores da Região Metropolitana de Campinas, gera muita poluição.

Até mesmo em trajetos curtos, o automóvel se faz indispensável para uma grande parcela da população, que como já foi dito, não abre mão da comodidade.

Como mudar essa realidade? Além da conscientização das pessoas, que ainda precisam zelar pela qualidade do ar que respiram, é preciso começar a se pensar em transportes sobre trilhos, mais eficazes e muito menos poluentes. As frotas de transporte coletivo também precisam passar por uma renovação, visto que muitos ônibus e vans poluem mais por serem antigos.

De modo geral, precisamos de uma medida emergente que amenize a emissão de poluentes em nossa região, para que o progresso caminhe ao lado de melhores condições de vida, em todos os sentidos.