Mary, Marie, Maria… Tão forte e singela quanto seu nome, a macedense Maria Maia é uma daquelas pessoas que mesmo com seu jeito único, pode ser reconhecida em qualquer mulher no mundo.

Foi na cidadezinha de Coronel Macedo, a 346 km da capital paulista, que Maria vivenciou uma infância difícil trabalhando no cultivo do feijão, andando cerca de cinco quilômetros para frequentar uma escola e tentando escapar, sem sucesso, das surras de seu pai. “Por mais que eu tenha sofrido na infância, pude tirar lições de muitas coisas para seguir minha vida com dignidade. Jamais me senti uma coitada”, declara.

Mesmo com os inevitáveis sofrimentos são nas pequenas conquistas da sua trajetória que esta mulher transforma sonho em realidade. Em São Paulo, capital, já trabalhou em clínica, motel, cursou magistério e iniciou a faculdade de jornalismo, seu grande sonho, mas que por motivos financeiros não pôde continuar.
Persistente, prestou concurso público na cidade de Sorocaba para a Secretaria Municipal de Educação e passou. Desde então leciona numa creche e por isso teve que fazer faculdade de pedagogia, vindo a concluir o curso recentemente. Maria não parou por aí, hoje, aos 42 anos ela faz pós-graduação em jornalismo, seu antigo desejo.

Motivada pela sede de justiça, a educadora agora mergulha em um novo universo profissional. “Odeio ser enganada e coloco a boca no trombone”, revela Maria que considera simplicidade, educação, humildade e família seus valores mais importantes.

Namoradeira confessa, enquanto solteira viveu romances que hoje faz ela ter certeza que o marido é o homem da sua vida. “Ele é a pessoa que mais me completou até hoje. A forma carinhosa e o cuidado dele comigo torna nossa relação completa”, diz a educadora que é casada há 11 anos e tem um filho de sete. “Eu me sinto uma pessoa feliz”.

E como muitas Marias, de tantas histórias sofridas, vividas, ditas e benditas, a de sobrenome Maia segue adiante com suas pedras, ternura, coragem e amor ao próximo, tornando sua vida mais que exemplo, mas um espelho de nós mesmas.