Os jovens cineastas e roteiristas Lucas Paraizo, Carolina Benjamin, Leandra Leal e Rita Toledo participaram do encontro Literatura no cinema, na Flipzona. Dezenas de futuros profissionais do cinema compareceram ao bate-papo sobre as dificuldades para transferir o texto literário para a linguagem cinematográfica. O desafio nasceu praticamente junto com o cinema, no fim do século XIX, como destacaram inicialmente Rita e Leandra.

“A literatura já existia muito antes do cinema e tem sua própria linguagem”, observou Carolina. “O cinema aprendeu muito com a literatura, mas os escritores também são muito influenciados pelo cinema”, completou Leandra. Para elas, quando o livro que dá origem a um filme é muito conhecido, a responsabilidade fica ainda maior, porque a obra cinematográfica será comparada à interpretação que muitos terão dado à obra literária que a inspirou.

Na opinião de Lucas, é preciso muito cuidado ao escolher o livro que será adaptado para o cinema. “A adaptação está sempre em mutação, e o roteirista não pode parar de se atualizar”, acrescentou. Como interpretar, por exemplo, os pensamentos de um personagem, ou como tornar objetivos, com imagens, sentimentos que são apenas insinuados no texto?

Os participantes do encontro puderam ter um exemplo prático das dificuldades na transposição entre as duas linguagens. Depois da leitura de uma crônica de Rubem Braga, intitulada Passeio noturno, eles assistiram o curta-metragem do qual Lucas Paraizo participou, durante curso em Barcelona. O encontro terminou com um animado debate sobre o resultado do trabalho.

Fonte: Site oficial da FLIP