Trabalhar com projetos culturais não é fácil. Mas a tendência a cada dia se eleva. Atualmente a cultura é fonte de renda e negócio de muitas pessoas. Só no Brasil são mais de três milhões de indivíduos que trabalham com isso.
Isso porque o Marketing Cultural, ferramenta de comunicação hoje implantada em diversas empresas, beneficia não apenas o investido e o investidor, mas principalmente, a sociedade.
Segundo dados da revista Markentig Cultural, de 1994 para cá, o número de empresas que passaram a investir em cultura sextuplicou e cada vez mais, pessoas ingressam nesse mercado anualmente. A publicação ainda revela que hoje, as empresas investem mais em cultura por inserirem em seus novos conceitos a chamada responsabilidade social.

Criar um projeto cultural e inscrevê-lo em editais, bem como encaminhá-lo às empresas de forma independente, é o que acontece com a maioria dos profissionais que trabalham com cultura. Porém, antes de encaminhar, é sempre bom saber quais valores e conceitos a possível patrocinadora agrega, para que os objetivos em questão tenham pontos em comum com seu perfil.
Para uma maior possibilidade de aprovação, além de ser bem escrito, é importante que o projeto seja algo que envolva o maior número de beneficiados possível. “Quando falamos de cultura, é preciso pensar numa sensibilização geral. O projeto tem que deixar de ser pessoal e se tornar algo de interesse público”, afirma Lárcio Benedetti, professor de Marketing Cultural da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), de São Paulo.
Ações de marketing cultural solidificam a imagem institucional de uma empresa e dá visibilidade para a marca. Para os profissionais culturais e seus artistas, fica a fonte de sua sobrevivência durante os meses em que seu projeto estiver em vigor além da perpetuação de sua arte. Para a sociedade resta o melhor: a possibilidade de enxergar o mundo de forma criativa, proveitosa e inesquecível.
Em Recife, um olhar mais criterioso a formatação de projetos culturais vem se estabelecendo de forma intensa. O mercado está mais competitivo e consequentemente a exigência de empreendedores culturais qualificados é uma realidade substâncial na capital pernambucana. Temos produções de altíssima qualidade que dialogam com o teatro de outras partes do Brasil e do mundo! Podemos vislumbrar maior oferta na fomação dos profissionais cênicos. Hoje, o estado têm uma pós-graduação em Teatro e TV, graduação em Produção Cultutral, Licenciatura em Artes Cênicas além de cursos técnicos de Formação do Ator. Toda essa ebulição, sem dúvida, contribui para um maior desenvolvimento nos palcos pernambucanos, mas não podemos anular a necessidade de um olhar mais eficaz as Políticas Públicas cuturais para que haja uma maior difusão das artes cênicas.
Adorei a matéria Dani! Parabéns!!
Vinícius Vieira
(Ator)