Numa noite repleta de jovens motivados pelo espírito participativo, o lançamento do Guia Catraca Livre e o Programa Palco Digital, realizado ontem (01), no Itaú Cultural em São Paulo, emocionou os presentes.

Gilberto Dimenstein comanda o lançamento do Guia Catraca Livre e do Projeto Palco Digital

O evento, mediado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, abriu a semana voltada à cultura e educação e comemorou os dois anos do projeto Catraca Livre, site divulgador de eventos culturais a baixo custo ou custo zero da cidade de São Paulo, nove anos do Instituto Faça Parte e os 13 anos da Associação Cidade Escola Aprendiz.

O Palco Digital é um projeto que conecta escolas de todo o Brasil, através da Rede Catraca, estimulando os alunos a desenvolver blogs e sites como experiência de aprendizagem em parceria com o Catraca Livre, o Faça Parte, Cidade Escola Aprendiz, Itaú Cultural e o Ministério da Cultura.

Na ocasião, professoras e representantes de colégios de classes sociais diversificadas da capital paulista, revelaram a repercussão do projeto na vida dos alunos. Foi o caso do Colégio Porto Seguro da comunidade de Paraisópolis. Lá, os alunos criaram o site ecolivre, com páginas e menus voltados aos trabalhos artísticos, escolares, notícias locais e muito mais.

O aluno Caio, da escola Dante Alighieri, fala sobre experiência ao lado de sua professora

Seguindo a mesma linha, a Escola Dante Alighieri, localizado numa das paralelas da famosa Avenida Paulista, criou o blog Dante Catraca. O aluno Caio, falou sobre a experiência. “Já escrevi sobre a campanha do agasalho e a virada cultural para a revista do site”, comenta.

Já na comunidade de Heliópolis, maior favela de São Paulo, com mais de 125 mil habitantes, o DJ Reginaldo (também parceiro da rede Catraca), é um dos responsáveis pelo site UNAS e rádio Heliópolis, que promovem cidadania e qualidade de vida na comunidade. Segundo Reginaldo, esses projetos resgatam valores que os adolescentes da região achavam que não poderiam ter. Reginaldo também é autor do projeto Alconscientes, também apoiado pelo Catraca Livre e pela Ambev. Nesta ação o DJ promove uma balada black para a juventude que não pode rolar nem bebida alcoólica nem drogas. “Uma vez um rapaz chegou lá e acendeu um baseado (maconha). Nós paramos o som da balada e disse que a festa estava sendo encerrada por causa do garoto. Pensei que a galerinha ia me criticar, mas não, o pessoal deu o maior apoio e nunca mais isso aconteceu novamente”, lembra Reginaldo.

Na Vila Madalena, bairro de São Paulo também conhecido por sua variação cultural, a rede catraca também se amplia. Através do site VilaMundo, que pertence a um Ponto de Cultura de mesmo nome, o projeto agrega várias escolas da região e fala sobre a agenda cultural do bairro, fomentando  o protagonismo juvenil na web.

Esses são alguns dos exemplos da Rede Catraca Livre. “Esse encontro é a prova de que uma pequena idéia pode trazer grandes resultados”, analisa o idealizador Gilberto Dimenstein.

O evento aconteceu na sede do Itaú Cultural em São Paulo
auditório do espaço ficou lotado