Planejamento e integração são elementos importantes para uma viagem mochileira fazer jus ao seu objetivo.
Especial: A agitada rotina dos mochileiros por Dani Almeida
“Todo ano faço mochilão com a turma para algum lugar do mundo em busca de aventura, mas o estresse em alguns momentos é grande. Recentemente fui ao Peru e apesar do planejamento, muita coisa mudou. Mochilar é isso mesmo, a gente nunca sabe exatamente o que pode acontecer no meio do caminho”, afirma Ivani Passira, 25 anos, estudante de geografia da Paraíba. Cinco meses antes de viajar, Ivani e mais quatro amigos encontravam-se uma vez por semana para discutir o itinerário da viagem. “Foi preciso planejamento e estudo para definirmos os lugares que todos desejavam passar”.
São chamados mochileiros viajantes alternativos que percorrem cidades, estados e países a fim de conhecer culturas diferentes. Nesse tipo de turismo todos os detalhes da viagem são resolvidos pelo próprio viajante, desde as passagens até hospedagem, alimentação e passeios. Dessa forma, muitos acreditam agregar valores indscretíveis a vida através de vivências que provavelmente, não passariam se fossem por meio de alguma agência de viagem. De forma aventureira e abrindo mão de certos confortos e comodidades, é certo que o mochileiro termina é um dos grandes responsáveis pela difusão cultural no mundo e são verdadeiros veículos de movimentação econômica.
Para qualquer tipo de viagem é preciso pensar em fatores como orçamento, segurança, hospedagem, roteiros, entre outros. Para quem é mochileiro, existem algumas facilidades que contribuem muito nos gastos quando estão fora.
Serviços como os promovidos pela Student Travel Bureal (STB), por exemplo, oferece a esse perfil de viajante, um cartão que dá acesso a uma rede de descontos em todo o mundo em diversas áreas como alimentação, hospedagem, esportes, entretenimento, saúde e outros. Essa carteira é válida por um ano e qualquer pessoa de até 25 anos pode tirar, mesmo não sendo estudante. Outra estratégia usufruída por muitos é contratar agências apenas em passeios específicos. Hoje, muitas delas investem no lado radical desses viajantes. Trilhas, rapel, ciclismo e agitadas festas geralmente compõe os pacotes oferecidos por quantas horas o mochileiro desejar. “Em muitas cidades, os mochileiros são determinantes para alavancar a economia e a cultura do país”, afirma o colunista da revista Trilhas e Aventuras, Rodrigo Moço.

Para quem pensa que mochilar é apenas curtição com a turma pode estar enganado. Algumas situações podem comprometer a confiabilidade dos parceiros de viajem que temem dividir esses denominados “momentos especiais”, com quem não está a fim de levar a sério compromissos coletivos, como pesquisar preços de alojamentos, fazer alguma compra, ter atenção em horário de chegadas nos alojamentos, respeitar vontades da maioria, etc. “Em 2005 viajei com um amigo para a Bolívia. Lá perdi meu passaporte e precisei resolver a situação na embaixada brasileira, o que levou alguns dias. Ao invés do meu amigo me dar suporte, ele seguiu viagem e falou que me encontrava em outra cidade”, relembra o jornalista mochileiro Kleber Monteiro.
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